Festival Internacional de Papagaios - Coimbra

As fotos do álbum que mostro a seguir foram tiradas no Festival Internacional de Papagaios que decorreu em Coimbra no verão de 2003 (não tive conhecimento da realização de outro festival do género depois deste...). Estavam representados papagaios de diversos países, desde Espanha ao Japão, passando por França, Hungria, Itália... Para além das formas, por vezes estranhas, o colorido era fantástico! De referir que embora alguns pareçam balões, são todos papagaios! (voam por acção do vento, que entra/passa por algum lado, mantendo-os no ar!).

Papagaios

30 fotos de Havana (Cuba)

Classificado como Património Cultural da Humanidade em 1982 pela UNESCO, o núcleo histórico de Havana é o maior centro colonial da América Latina. Depois do abandono a que foi votado durante praticamente dois séculos, a restauração foi iniciada e Havana prepara a sua recuperação com vista a atingir o seu antigo esplendor. Para além dos monumentos e dos mais importantes edifícios, irão ser recuperadas as lojas e habitações comuns, pretendendo assim recuperar a beleza, a vitalidade e as actividades quotidianas.
As fotos que mostro são uma pequena amostra do muito que há para ver em Havana.

Havana

Tapetes de flores - Vila do Conde

Desde o séc. XV (há referências de 1466!) que em Vila do Conde se realiza a Procissão "Corpus Christi" (ou do Corpo de Deus). De quatro em quatro anos, integrada nesta celebração, a população cobre de flores as principais ruas do núcleo histórico da cidade. São "confeccionados" autênticos tapetes (ou passadeiras) de flores que a Procissão irá destruir ao passar.

É uma realização tipicamente popular (conta, no entanto, com o apoio da Confraria do Santíssimo Sacramento e da Câmara Municipal de Vila do Conde). Cada rua tem o seu "cabeça" (responsável) que, com a colaboração dos seus habitantes, projecta/desenha os tapetes. É decidido que cores/flores irão ser utilizadas, efectuados os desenhos e, a partir destes, feitos os moldes em madeira e folha de Flandres. São estes moldes que a população irá encher, num processo repetitivo, e assim formar o tapete. As flores são colhidas em todo o Norte de Portugal e, para a execução dos tapetes, são necessárias toneladas (a maior parte das quais campestres) e "verdes". O processo de execução dos tapetes é moroso e muito participado. A população, durante os 15 dias anteriores à Procissão, reune-se em animados e trabalhosos serões, em garagens, pequenos armazéns e casas particulares e vão desfolhando, pétala a pétala, folha a folha, pacientemente, as flores e os "verdes" que são seleccionados e guardados em locais frescos para serem aplicados durante a noite e madrugada do dia da Procissão. Nessa noite quase ninguém dorme e, ao raiar o dia, nas principais ruas do centro surge ao olhar dos habitantes e dos visitantes (que são milhares e milhares) os maravilhosos tapetes e paira no ar um aroma floral!

As fotos que mostro retratam os tapetes de 2002 (por motivos vários, entre eles a seca, não se realizaram os tapetes em 2001) e de 2005 (26 Abril).
A próxima Procissão com tapetes de flores cobrindo as ruas deverá ocorrer em 2009. Não faltem!

Vila do Conde

Vilarinho das Furnas, Terras do Bouro (Braga)

Situada no Gerês, a aldeia comunitária de Vilarinho das Furnas (freguesia de S. João do Campo, concelho de Terras do Bouro, distrito de Braga), foi submersa com o enchimento da barragem (inaugurada em 21 de Maio de 1972) que lhe tomou o nome. Ali viviam 52 famílias (também vi referido que eram 57) que na altura tiveram que abandonar as habitações e campos de cultivo.

A aldeia era constituída por um aglomerado de casas construídas em granito, geralmente constituídas por dois pisos sobrepostos e independentes. Ao nível da rua ficava a "loja", onde se guardavam o gado, as alfaias agrícolas e o produto das colheitas. No piso superior era a habitação onde ficavam a cozinha e os quartos. Grande parte do mobiliário, bastante modesto, era de fabrico caseiro, enquanto que loiças, talheres, candeeiros, etc eram comprados a vendedores ambulantes que por aqui passavam com regularidade ou em feiras.

Vilarinho das Furnas teve foral em 1218! O seu isolamento e difíceis condições de subsistência levaram a uma intensa vida comunitária. Na aldeia existia democracia, um Juiz (ou Zelador) governava uma espécie de assembleia e o povo elegia seis homens que legislavam. Semanalmente, normalmente à quinta feira, fazia-se uma reunião para resolver os problemas da aldeia (estes problemas giravam à volta da construção e/ou reparação dos caminhos, muros e pontes de serventia comum, da organização pastoril, da organização dos trabalhos agrícolas (colheitas, malhadas, desfolhadas, vindimas...), da distribuição das águas para rega, etc.). Para além do acatamento das leis vigentes no País havia em Vilarinho leis internas, que eram respeitadas e cumpridas. Ao Juiz cabia julgar todos os crimes, com excepção dos homicídios, por serem da competência dos tribunais.

Em 1985 foi fundada a Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho das Furnas que entretanto criou o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, construído com pedras da aldeia.

De longe a longe, em anos de grande seca ou quando é necessário esvaziar a barragem para reparações, a água baixa e a aldeia (ou que resta dela), qual fantasma, volta a aparecer ao olhar de todos. É um cenário único. As paredes (já não há telhados) de granito surgem perante nós. É pedra sobre pedra, com raros vestígios de argamassa a uni-las. Nestas alturas (raras, volto a dizê-lo) surgem ao nosso olhar as paredes, as ruelas, as escadas e os espaços vazios onde existiram as janelas e as portas, até mesmo os lagares, tanques e lareiras ficam visíveis para lembrar histórias de outros tempos...

NOTA: As fotos que mostro são de Abril de 2005 e resultaram da digitalização de fotos (analógicas) tiradas na altura.

Vilarinho das Furnas

Hampi - Karnataka (Índia)

Hampi (ou "Cidade da Victória"), que foi a capital do Império Vijayanagara desde 1336 até 1565, ocupa uma área de cerca de 26 quilómetros quadrados no vale do rio Tungabhadra (estado de Karnataka, India). Declarada Património Mundial da Humanidade na década de 80, Humpi é hoje um dos locais mais belos e com interesse histórico de toda a Índia.
Durante mais de 200 anos, três gerações de soberanos hindus, conduziram Humpi ao seu apogeu (entre 1510 e 1542).
Visitada já no séc. XV por italianos e persas, foi no séc. XVI visitada pelos portugueses Duarte Barbosa, Domingo Paes (este viajante português, que viveu em Hampi durante dois anos, descreve o monarca da altura - Krishnadeva Raya - como perfeito em todas as coisas) e Fernão Nunes. Todos eles deixaram relatos da grandiosidade e beleza de Humpi. Na época era referido ser a cidade maior que Roma, Paris ou Lisboa! No início do séc. XVI, um viajante persa - Abdur Razzak - deixou escrito que a cidade era de tal modo grandiosa que os seus olhos nunca tinham visto nada parecido e que não tinha conhecimento de existir no mundo lugar como este.
No "coração" de Humpi existem cerca de 350 templos! mas terá de se referir que para além destes existem fortificações, um vasto e muito elaborado sistema de irrigação, esculturas, pinturas, estábulos, palácios, jardins, mercados,...
Hampi é composto pelos "Centro Sagrado" (onde se localizam, entre outros, os templos de Vitthala, de Virupaksha, de Krishna e de Achyuta Raya, a estátua de Narasimha,...), o "Centro Real" (onde ficam o templo de Hazara Rama, o estábulo dos elefantes, os quarteis, o tanque dos degraus, o Palácio da Rainha,...) e os centros suburbanos.
Em 1565 os sultões de Deccan (ou Decão), alarmados com o crescimento e poder do Império de Vijayanagara, aliaram-se e derrotaram Rama Raya na batalha de Talikota. A capital foi ocupada e o império não mais recuperou.
O historiador Robert Sewell, no seu livro "A Forgotten Empire" escreve (tradução livre): os invasores, durante cinco meses, com fogo e espadas, com pés-de-cabra e machados fizeram, dia após dia, o seu trabalho de destruição. Nunca talvez na história do mundo tenha havido tanta destruição, efectuada tão rapidamente e sobre uma cidade tão esplêndida. A população, que num dia vivia no meio da fertilidade, abundância e riqueza, na plenitude da prosperidade, viu-se em pouco tempo pilhada, reduzida a ruínas, incendiada, massacrada selvaticamente e serem reduzidos a mendigos.
Se após toda esta destruição ainda ficou o que mostro... imagine-se como teria sido!...


https://goo.gl/photos/6BLjGv98PoDRMa2o9


A Mesquita de Lisboa

Em Lisboa, muito perto da Praça de Espanha, na rua da Mesquita (Bairro Azul), foi construída a Mesquita de Lisboa, templo de oração da comunidade Islâmica.
O edifício, muito bonito, merece uma visita, de preferência acompanhado por algum membro daquela comunidade que, por certo, responderá às perguntas que lhe serão feitas. Prestem atenção aos tapetes, aos azulejos e aos quadros com inscrições do Corão em caracteres árabes, traduzidas para português (nas mesquitas não existem imagens pintadas ou esculpidas).
A Mesquita distingue-se ao longe pelo seu Minarete, de secção quadrangular e revestimento em tijolo.
O edifício é de tipo oriental, possuindo uma ampla sala de oração (coberta por uma magnifica cúpula), lava pés e salas para diversas actividades (de referir que para além de o templo ser um lugar de oração e meditação, é igualmente um espaço dedicado ao convívio, ao ensino, ao descanso,...).
Para a sua construção - entre 1979 e 1985 (decorrem actualmente obras de conservação) - contribuíram vários países islâmicos, a comunidade islâmica de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa (cedeu o terreno).


Mesquita de Lisboa

"China esplêndida" em Shenzhen (China)

Situada no delta do rio das Pérolas, no sul da China (região de Guangdong), a cidade de Shenzhen foi a pioneira do "socialismo com características chinesas". Foi aqui que, em 1980, se iniciou a reforma económica que levou a China a potência mundial. Shenzhen era uma vila de pescadores, com cerca de 70 000 habitantes, cercada de campos de arroz, quando foi escolhida por Deng Xiaoping para ser a primeira zona económica especial da China, permitindo a iniciativa privada. Na época tinha a seu favor a proximidade de Hong Kong, grande centro comercial, industrial e financeiro, então ainda sob o controle britânico.
Em menos de 30 anos Shenzhen tornou-se uma cidade com cerca de 8 milhões de habitantes! A maior parte das industrias de Hong Kong foram transferidas para aqui, tendo como motivo principal o baixo custo da mão de obra. Presentemente Shenzhen assume-se como um pólo de alta tecnologia, com fábricas de computadores, materiais para telecomunicações, componentes electrónicas e empresas de biotecnologia. Shenzhen é pois uma das mais jovens cidades da China e um modelo para a politica de reforma e abertura.
Nem tudo aqui é comércio, indústria ou finanças. Em Shenzhen encontram-se quatro grandes parques temáticos que merecem ser visitados na sua totalidade, para bem os ver e fruir contem com mais de um dia de visita.
Destes quatro parques (China Esplêndida - mostra em miniatura dos monumentos e paisagens mais famosos da China; Abertura ao Mundo - mostra idêntica à anterior, mas dedicada às maravilhas de todo o mundo; Aldeias de Folclore - onde se reúnem 55 minorias étnicas da China que aqui mostram a sua cultura e tradições; e o Reino Feliz - espécie de Disneyland, onde se destaca a montanha russa gigantesca), apenas vou mostrar o China Esplêndida . Reparem na perfeição das reproduções e dos pormenores das mesmas e em alguns comentários às fotos.



"China esplêndida" em Shenzhen (China)

Igreja de Todos os Santos (Colégio dos Jesuitas) - Ponta Delgada (Açores)

A Igreja de Todos-os-Santos, do antigo Colégio dos Jesuítas, é obra dos séculos XVI-XVII. Foi mandado erguer pelos Jesuítas em 1592, sendo ampliado em 1657.
Quando o Marquês de Pombal ordenou a expulsão dos Jesuítas de Portugal, o Colégio foi abandonado, ficando à guarda do Estado, sendo, durante muito tempo, sujeito a actos de vandalismo e profanação.
Em 1834 foi vendido em hasta pública a Nicolau Maria Raposo do Amaral que, conjuntamente com os seus descendentes, soube estimar e defender este importante património.
Em 1972 a Igreja foi oferecida à Câmara Municipal de Ponta Delgada que, em 1977, a cedeu ao Governo Regional dos Açores e este, em 1979, a cedeu ao Museu Carlos Machado que após o restauro lá instalou (Maio de 2006) o seu Núcleo de Arte Sacra (aqui está exposta uma valiosa colecção de obras, que também foram sujeitas a intervenções de restauro e conservação, provenientes do próprio património da Igreja e outras de conventos já extintos, revelando todas um pouco da nossa História).
A Igreja é de uma beleza excepcional, destacando-se a magnifica talha em que se utilizaram madeiras de teixo, cedro, bucho, faia, vinhático e sucupira. A ornamentação do altar-mor, do arco triunfal e dos retábulos laterais são um eloquente testemunho da liberdade decorativa do Barroco. Coexiste ali uma variedade enorme de elementos decorativos, de elevado requinte artístico, destacando-se motivos vegetalistas e zoomórficos, colunas salomónicas, torneados e concheados. De referir que no altar-mor podem ver-se cerca de trinta anjos em diferentes poses!
A quase totalidade da talha não está folheada a ouro, como é "habitual" nas igrejas (segundo me informaram os Jesuítas "não tiveram tempo" para o fazer), mas tal facto mais realça a beleza da talha. Também o exterior (frontaria) é uma obra magnifica em talha... mas de pedra!
De referir, por fim, que anexo à Igreja existe um edifício onde se encontra, entre os muitos livros ali guardados, a livraria e espólio de Teófilo Braga, a livraria de Antero Quental, os fundos de José, Ernesto e Eugénio do Canto, para além de outras importantes colecções de livros (destaque-se um conjunto de edições de Os Lusíadas).
Igreja de Todos os Santos - Ponta Delgada (Açores)

Templo Hindu em Hospet - Karnataka (Índia)

Gostaria de escrever algo acerca do templo que mostro a seguir... mas nada sei. O templo é lindo, colorido e com figuras muito perfeitas. As figuras humanas maiores têm um tamanho próximo do natural. Este templo fica em Hospet, cidade do interior do estado de Karnataka (mas como este ou ainda mais bonitos e maiores, há dezenas por toda a Índia). Saindo de Goa, de comboio, a viagem até Hospet dura umas 12 horas.

Templo em Hospet - Karnataka (India)

Viagem Medieval - Santa Maria da Feira

Em Junho de 2007 completaram-se 600 (!) anos que D. João I concedeu aos homens bons da Feira a carta de feira franca.

Foi naquela época que ocorreu em Portugal a maior desvalorização da moeda da nossa história. A inflação sofreu um forte aumento e o rei, para a combater, propôs-se incentivar e desenvolver o comercio, atraindo mercadores através da criação de feiras e de leis favoráveis aos mesteirais e mercadores. Estas feiras tinham uma periodicidade anual (embora também as houvesse semestrais, quinzenais,...) e durante as mesmas era estabelecida a "paz da feira", o que favorecia a segurança e a circulação de bens, feirantes e visitantes. A estas feiras era associado um santo protector - S. Miguel, S. João, S. Martinho... - e que deram depois origem às festas daqueles santos.

Naquele tempo para além de terem ajudado à solidariedade, contribuíram para a formação do sentido de nacionalidade. Era a altura em que os camponeses e artífices aproveitavam para vender os seus produtos e comprar o que lhes fazia falta. Era o ponto de encontro entre pessoas que passavam o ano (ou o semestre) sem se encontrarem, se davam e recebiam notícias e se desenvolviam relações pessoais e comerciais.

As feiras, tendo em vista permitir o fácil acesso das pessoas, bens e gado, localizavam-se muito perto da entrada da povoação (dentro ou fora das muralhas).

A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria da Feira, que se realiza anualmente em Agosto (em 2007 foi de 3 a 12) recria, junto ao seu castelo, uma feira medieval, onde não falta o acampamento militar, os guerreiros, os artífices, os pedintes, os saltimbancos... (todos vestidos a rigor). Poderão ainda ver-se jogos, musica medieval, espectáculos de fogo, torneios, malabaristas, etc. Aqui vamos encontrar a reconstituição de um burgo medieval e do que seria a sua feira franca há 500 ... 600 anos.

Em 2007 cumpriu-se a XI edição. Em 2008, entre 1 e 10 de Agosto, irá realizar-se a XII "Viagem medieval".

Durante os dez dias que a "viagem" dura, a cidade revive junto ao seu castelo outros tempos. Ao encanto da época medieval juntam-se outras culturas e outras mentalidades. O tempo é de magia, aqui se ouve o burburinho dos mercadores, dos artesãos e das regateiras da feira, se vê a arrogância dos cavaleiros que mostram a sua audácia em intensos combates, se encontram "saltimbancos", "pedintes", "leprosos" e personagens de há centenas de anos que por aqui vagueiam, invadindo toda a feira de alegria.

NOTA: As fotos que mostro são, na sua maioria, referentes à "Viagem" de 2007. Para "compor" um pouco o conjunto, juntei algumas das "Viagens" de 2005 e 2006.

Viagem Medieval - Santa Maria da Feira

Sun City (Rep. da África do Sul)

A cidade de Sun City foi construída num vale escavado nas montanhas de Pilanesberg. Situa-se a nordeste de Johannesburg demorando-se, a partir daqui, por uma estrada muito boa, cerca de duas horas. À chegada as viaturas são deixadas num grande parque de estacionamento (em Sun City não circulam viaturas particulares) e viaja-se até à cidade numa espécie de metro de superficie.
A cidade, cuja inauguração ocorreu em 7 de Dezembro de 1979, quando a região ainda era um "estado independente" - o batustão Bophuthatswana - foi um projecto do milionário Sol Kerzner e começou a fazer sucesso porque era o único local do país onde os jogos de azar eram legais. Hoje este mega empreendimento ocupa cerca de 250 mil metros quadrados, tem vários hotéis (um deles, de seis estrelas - o Palace of the Lost City - com 338 quartos, é um dos mais elegantes ao sul do equador e tem como sócio Michael Jackson), casinos, cinemas, teatros, restaurantes, night clubs, piscinas com ondas e uma praia artificial com o formato de uma cratera vulcânica. Aqui se podem encontrar todos os dias 24 horas de diversão para toda a família.
Tal como a deslumbrante Las Vegas, Sun City destaca-se no continente por mostrar um contraste excepcional com o que se vê em toda a África.
Sun City é como que uma mistura de Las Vegas com Disneyword no meio da selva africana, lembrando a sua arquitectura um grande cenário de Hollywood.
Para além do jogo (24 horas/dia), pode-se aqui praticar golf (18 buracos, sendo de referir que nas águas que envolvem o 13º buraco existem 38 crocodilos verdadeiros!), natação, windsurf, passeios de balão e para pente, safaris fotográficos, sky aquático, ...

Sun City - Rep. África do Sul

Azulejos - Estação do Pinhão (Alijó)

Na confluência do rio Pinhão com o rio Douro localiza-se a estação do Pinhão que possui um conjunto variado de painéis de azulejos do século XIX, um valiosíssimo museu que mostra os costumes, os transportes (barco rabelo e carro de bois), belíssimas "fotos" das vinhas dourienses, dos socalcos, dos trabalhos, das quintas e aldeias, tudo isto acompanhadas sempre das majestosas e imponentes paisagens do Douro. Os painéis de azulejos desta estação foram feitos pelo pintor ceramista J. Oliveira, ligado à Fábrica Aleluia, sendo esta a sua obra mais conhecida. Vale a pena a visita à estação!
No slide show estão representados todos os painéis da estação, não obstante o brilho ou as sombras em um ou outro, pois pareceu-me interessante mostrá-los todos. Primeiro são mostrados os que estão na frente de rua da estação (apresentados da esquerda para a direita) e depois os das paredes esquerda, frente de linha e direita (apresentados sequencialmente por esta ordem).

Azulejos da Estação do Pinhão

Minas de sal - Wieliczka (Polónia)

Situada a poucos quilómetros de Cracóvia, esta mina de sal é a mais antiga do continente europeu, estando em exploração desde o ano de 1044! A partir de 1978 as minas de sal de Wieliczka passaram a ser consideradas pela UNESCO como Património da Humanidade. Para tal terá contribuído, por certo, a beleza da capela de Santa Cunegunda e as suas esculturas feitas em sal, de que se destaca a estátua do Papa João Paulo II, mas ao longo das suas galerias (com mais de 300 de quilómetros!) poderão ainda ver-se outras capelas, várias estátuas, lagos, reconstituições, etc. De notar que ao longo da visita praticamente só se vê sal, madeira e uma ou outra parede de tijolo. Todas as esculturas (e até o pavimento!), que por vezes parecem ser de granito, são feitas em blocos de sal ou directamente esculpidas nas paredes (...de sal!).

Para além dos cerca de um milhão de pessoas anónimas que anualmente visitam a mina, há também a tradição de a mesma ser visitada por gente famosa (entre outros destacam-se as visitas de diversas figuras mundiais importantes, tais como Nicolau Copérnico, Goethe, Robert Baden-Powell, Karol Wojtyła (mais tarde papa João Paulo II), Bill Clinton,...).

A muitos metros de profundidade, as minas dispõem de uma meia dúzia de estabelecimentos comerciais, onde é possível adquirir recordações (por exemplo pequenas esculturas feitas em sal), tomar uma bebida ou almoçar! Nas suas galerias subterrâneas, realizam-se também diversos eventos sociais, tais como banquetes, concertos e provas desportivas. Existe ainda um sanatório, onde pessoas com problemas alérgicos ou respiratórios podem desfrutar dos benefícios de uma temporada subterrânea. O ar é totalmente saudável para os asmáticos porque não tem contacto algum com factores alérgicos. Os elevados índices de humidade e cloreto de sódio nas galerias subterrâneas das jazidas favorecem também a regeneração das mucosas, sendo as estadias consideradas eficazes para cerca de 90% dos pacientes.

Durante a segunda guerra mundial, as minas de sal foram ocupadas pelos alemães, como armazém para fábricas de produtos militares.

Segundo a lenda Cunegunda (mais tarde Santa Cunegunda), filha de um rei húngaro, foi prometida ao rei da Polónia. Ao receber do pai, como dote, muito ouro e pedras preciosas, recusou-as, dizendo que tinham origem nas lágrimas e no sangue do povo. Em vez de riquezas, pediu sal, um bem essencial. Seu pai, ofereceu-lhe então uma mina de sal na Transilvânia. Cunegunda, em sinal de aceitação do presente, atirou o seu anel para dentro da mina. Mais tarde, já na Polónia, realizou uma viagem por Cracóvia e, chegando à zona de Wieliczka pediu aos seus súbditos que cavassem um buraco profundo. Para espanto de todos, o buraco continha sal em abundância. E continha também o anel que Cunegunda deixara na Transilvânia. A partir dessa altura, as minas passaram a ser exploradas e tornaram-se da maior importância na Europa. Esta lenda está representada numa das galerias da mina, através de diversas esculturas.

Minas de sal de Wielizka - Polónia

Os carros eléctricos - Porto

Anualmente, no primeiro sábado de Maio, os STCP promovem um desfile dos carros eléctricos do Porto. As fotos que mostro são do desfile de 5/Maio/07.

Os electricos antigos do Porto

Construções na areia - Figueira da Foz

As fotos que mostro são referentes a um concurso internacional de construções na areia que ocorreu na praia da Figueira da Foz no verão de 2005. Como já visitei as construções um pouco tarde, algumas das mesmas já mostram uma certa "erosão".

Construções na areia - Figueira da Foz

Festa das rosas - Vila Franca do Lima (Viana do Castelo) - I

No passado dia 12 de Maio, em Vila Franca do Lima, iniciou-se mais uma edição da Festa das Rosas, uma tradição iniciada em 1622! Esta Festa culmina com o desfile dos cestos na procissão.

Nesta aldeia do concelho de Viana do Castelo trabalhou-se arduamente para confeccionar os cestos, que, para além de rosas, são decorados com outras flores e plantas do campo (bálsamo, giesta, marcela, perpétua, trevo, etc.)

Na procissão principal, que se realiza no segundo domingo de Maio, as raparigas que completam 18 anos (houve quem me dissesse 19 anos ?!) são as responsáveis pelo transporte dos cestos (alguns dos quais chegam a pesar cerca de 70 quilos!). Os bem desenhados e decorados cestos mostram paisagens, motivos religiosos ou brasões, tudo feito com flores e folhagens, todas elas presas com alfinetes (cestos há em que se colocam cerca de 3 quilos de alfinetes!). A "massa" do cesto é feita com uma planta local ( a cicuta, que por lá se chama "cegudas") e sobre ela se "bordam" os motivos. A encimar o cesto um generoso ramo de rosas completa o "bouquet". Cada mordoma quer fazer o cesto mais bonito de todos, resultando desta "concorrência" maravilhosas obras de arte.

A apresentação dos cestos ocorre no sábado, mas o desfile principal realiza-se no domingo numa procissão que tem lugar pelas ruas da aldeia, regressando depois à igreja local.
Poderão ser vistas - aqui - fotos das Festas de 2008 e 2009.
Festa das Rosas em Vila Franca do Lima (Viana do Castelo)